Territórios da Juventude - Brasilândia

History

O Programa Jovens Urbanos

O Programa Jovens Urbanos é uma iniciativa da Fundação Itaú Social coordenada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC). De forma reflexiva, promove a participação dos jovens no território onde vivem, em espaços de cultura, lazer, esporte, educação, de promoção a saúde, de atuação política e relativas ao trabalho. Dessa forma, e através de uma metodologia participativa, possibilita a juventude experiências voltadas ao exercício do direito à cidade.

Territórios

Foram investigados três territórios da cidade de São Paulo (SP). São estes:

Dados desses três territórios foram analisados e o relatório desse diagnóstico comparativo pode ser visualizado aqui: Relatório de Prospecção - Brasilândia, Capão Redondo e Cidade Tiradentes

Objetivos do mapeamento

O projeto de mapeamento Territórios da Juventude tem como objetivos:

  • mapear os equipamentos, espaços e coletivos relacionados a juventude;
  • oferecer visibilidade aos territórios e informações sobre os serviços públicos, privados e de grupos onde a juventude encontre espaço para seu lazer, conhecimento, desenvolvimento, interação e protagonismo.

Estratégias de pesquisa

Recursos

Contatos telefônicos e virtuais (e-mails), pesquisas na internet e visitas aos territórios foram as estratégias de prospecção utilizadas. Sites de entidades e de órgãos públicos e documentos digitais serviram de referência para a coleta de dados e embasam toda a pesquisa.

Informações

As principais informações buscadas quanto as organizações foram:

  • perfil institucional (objetivos e histórico)
  • atividades e serviços voltados à juventude
  • estrutura
  • convênios públicos firmados em 2012
  • entidades parceiras

Sobre o território a pesquisa girou em torno dos seguintes dados:

  • localização e bairros
  • histórico
  • administração política
  • mobilidade
  • uso do solo
  • territórios vulneráveis
  • índices de vulnerabilidade juvenil

Período

A pesquisa foi realizada nos meses de novembro e dezembro de 2012 e janeiro de 2013.

Resultados de Brasilândia

Acesso à cultura e lazer

O distrito apresenta um número bastante baixo de telecentros. São apenas cinco equipamentos dessa espécie na região, o que faz com a concentração de jovens por unidade seja grande: 5.460 pessoas para cada telecentro. O mesmo se dá com Centros para a Juventude (2) e bibliotecas (2), por exemplo. Mas o pior índice está relacionado aos parques, um importante espaço de lazer: há apenas um em todo o território, ou seja, 27.300 jovens para um único parque.

Índice de Vulnerabilidade Juvenil

A população jovem de Brasilândia era de 27.300 pessoas no ano de 2010. O território apresenta 72 pontos no Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ)[1], que varia entre 0 (nenhuma vulnerabilidade) e 100 (altíssima vulnerabilidade). Isso a coloca no grupo 5, o de maior vulnerabilidade juvenil do município de São Paulo, onde estão localizados os distritos com mais de 65 pontos.

Sua taxa de mortalidade da população masculina de 15 a 19 anos causada por homicídios é altíssima: são 354.6 mortes para cada 100 mil habitantes - o pior dos três territórios estudados. Já a proporção de adolescentes entre 14 a 17anos que se tornam mães é 8.57

Estrutura e localização dos serviços sociais

Quanto às iniciativas sociais, o distrito da Brasilândia apresenta principalmente trabalhos assistenciais e realizados por igrejas. Nota-se a existência de poucas organizações desvinculadas do exercício religioso. Ali, regiões de vulnerabilidade consideradas média e alta são as que apresentam maior concentração das organizações sociais que atuam com juventude. No entanto as regiões da Brasilândia próximas à Serra da Cantareira (os bairros

Outra característica é que algumas das grandes ações socias na Brasilândia são trazidas por organizações com suas sedes em outros distritos, como por exemplo o trabalho da Obra Assistencial Nossa Senhora do Ó e do Instiuto Sou da Paz. Isso pode ser interpretado como uma baixa organização e estruturação da sociedade civil local.

Limitações da pesquisa

Uma das principais dificuldades no decorrer da coleta de informações - mesmo de dados mais simples, como telefones - foi a desatualização ou inexistência de sites das entidades. Muitas organizações sequer mantém algum tipo de perfil ou conta em redes socais.

Outro ponto a ser destacado é que o período da pesquisa aconteceu exatamente em meses de férias coletivas ou recesso. Desse modo, contatos por telefone ou visita in loco, durante os meses de dezembro e janeiro, foram mais difíceis de acontecer em algumas ocasiões.

Bases de dados

  • Organizações da sociedade civil da Brasilândia
  • Parques (São Paulo)
  • Telecentros (São Paulo)
  • Equipamentos culturais (São Paulo)
  • Clubes da Comunidade, Clubes Escola (São Paulo)
  • Escolas e salas do MOVAs (Brasilândia/Freguesia do Ó)
  • Equipamentos de assistência social (CCAs, CJs, entre outras)
  • Unidades Básicas de Saúde, CAPS e Hospitais (São Paulo)
  • Administração Pública (CRAS, CREAS, Subprefeituras, Supervisões Técnicas de Saúde, Diretorias Municipais de Educação, Conselhos Tutelares)
  • Coletivos Culturais

[1] Referente ao ano de 2000.

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